Capítulo 14 - Quíron e seus Ciclos - amostragem


Seu Livro de Vida

Quase tudo o que você quer saber
 sobre Astrologia da Alma e do Auto-Conhecimento
Em 22 Capítulos/Volumes
© 2008 Janine Milward



Capítulo 14

Quíron

Curador Ferido e
Mestre dos mestres

e seus Ciclos


Quíron nos revela nosso consciente ao mesmo tempo em que nos revela nosso inconsciente e tudo aquilo que precisa ser saneado em nível de nossas feridas e sentimento de rejeição, nossos medos e temores, de forma que possamos nos curar totalmente a nível psico-anímico e nos tornar curadores e mestres na vida. O Retorno de Quíron é certamente um momento de amadurecimento e de preparação para o real cumprimento tanto da Missão de Encarnação quanto da Missão de Espiritualidade nessa vida.


Janine Milward



Editora Estrela do Belém




SEU LIVRO DE VIDA

AMOSTRAGEM DO CAPÍTULO 14
Quíron e seus Ciclos
O Curador Ferido e O Mestre dos mestres

Trazendo a descrição completa dos Temas a serem abordados
E alguns trechos dos vários textos apresentados


Temas a serem abordados no Capítulo 14 ORIGINAL


Dois Dedos de Prosa, caro Amigo das Estrelas!

Apresentação da Obra
Seu Livro de Vida
Sobre Seu Livro de Vida
e sobre O Risco do Bordado,
o mapa astral natal,
e sobre os demais mapas coadjuvantes
Sobre o Encadeamento dos Temas
ao longo dos 22 Capítulos/Volumes de Seu Livro de Vida
Síntese dos 22 Capítulos


PRIMEIRA PARTE

A Importância da Astrologia nos Processos Terapêuticos
Breves Conceitos sobre a Astrologia (não incluído nesse trabalho)
A Descoberta do Asteróide Quíron e o Mito do Mestre-Curador
O Mito de Quíron e os Processos Terapêuticos

Os Três Ciclos Planetários mais importantes em nossa vida:
Retornos de Saturno, Oposição de Urano e Retorno de Quíron
(auxiliados pelas Quadraturas de Plutão e de Netuno)

Quíron: regente de Sagitário ou de Virgem? Ou... do eixo Virgem/Peixes?

O arquétipo imajado por Quíron

Quíron: a Ponte entre os cérebros direito e esquerdo,
entre a intuição e a racionalização, entre Urano e Saturno, entre os mundos não-visível e visível, entre os Planetas Pessoais e Sociais e os Planetas Transpessoais e Transplutonianos, entre o inconsciente e o consciente, entre a metafísica e a física, entre a sensibilidade psíquica e o pragmatismo

Quíron, Saturno e Urano

As Dores Quironianas

Pulsão de Vida e Pulsão de Morte
A imortalidade quironiana dentro da vida e a imortalidade quironiana dentro da morte


Algumas Reflexões
sobre a Troca de mortalidade de Prometeu com a imortalidade de Quíron


SEGUNDA PARTE

Quíron, em seu andamento ao longo dos Doze Signos - Entre 1940 e 2040
Conjuntamente ao andamento de Saturno, Urano, Netuno e Plutão

Quadraturas e Oposições e Retornos de Quíron em Trânsito ao Quíron natal

O Retorno de Quíron e os Aspectos de Quadratura e Oposição
Nossos ciclos de crises em relação à nossa expansão de consciência e nossas vivências e superações dos obstáculos que vão se colocando em nossas vidas.


TERCEIRA PARTE

Exemplos Práticos
Seu Livro de Vida Personalizado
Extraídos de Trabalhos
junto aos Caminhantes/Alunos de Amigos das Estrelas







Quíron e seus Ciclos


ALGUNS TRECHOS EXTRAÍDOS DO CAPÍTULO 14:

Quíron,
Curador Ferido e Mestre dos mestres,
 e seus Ciclos


Aos amigos das Estrelas:
O texto a seguir - A Importância da Astrologia nos Processos Terapêuticos - é extraído da Revista de Cultura Vozes - Ano 84 - Volume 84 - Setembro/outubro de 1990 - no. 5 - ENERGIA E CURA - contendo artigos de vários autores, entre eles, Janine Milward.  O texto abaixo não está em sua íntegra, contendo apenas as partes segunda e terceira, não contendo a parte primeira, Breves Conceitos sobre a Astrologia. 

Gostaria também de dizer que antes dessa publicação, eu havia sido convidada por um grupo formado por psicoterapêutas e um teólogo, para compor o mapa astral natal de cada um de seus componentes e realizar pequena leitura grupalmente e também buscar pelas características em comum dos participantes do grupo e fundamentalmente, trazer um nome ao grupo!  Esse trabalho foi sendo realizando em uma sessão semanal ao longo de um ou dois meses, até que finalmente minha sugestão do nome Quíron para o grupo foi por todos aceita!  E também foi minha sugestão que o grupo fizesse uma revista ou um livro, algo assim, através do qual os profissionais pudessem relatar sobre seus trabalhos e fui convidada a também fazer parte dessa publicação, o que muito me honrou. 


A Importância da Astrologia nos Processos Terapêuticos

Breves Conceitos sobre a Astrologia (não incluído nesse trabalho)

A Descoberta do Asteróide Quíron e o Mito do Mestre-Curador

Desde a descoberta de Urano, em 1781, vários asteróides foram também identificados, dentre eles Juno, Vesta, Ceres, Pallas, etc., todos gravitando ao longo do cinturão de asteróides formado entre os Planetas Marte e Júpiter.  Obviamente, esses asteróides também são interpretados à luz da metafísica, pela astrologia.  No entanto, mais recentemente, aconteceu a descoberta de um novo asteróide que vem, pouco a pouco, movimentando polemicamente os mundos da astronomia e da astrologia.

Em novembro de 1977, o astrônomo Charles Kowal, do Observatório Lowell, EUA, descobriu e catalogou um asteróide e o denominou 2060 Quiron.  Kowal estimou seu brilho entre 60 e 200 milhas de diâmetro e uma órbita em torno do sol a uma distância, naquele momento da descoberta, de 1.3 bilhões de milhas.  Kowal também descobriu que Quíron fazia uma órbita elíptica dentro da órbita de Saturno e dentro da órbita de Urano, da mesma forma.  Quíron cumpre uma trajetória de 50.7 anos em torno do Sol e vem viajando em direção à sua passagem pelo periélio (a menor distância do Sol), que acontecerá em 1996 (NOTA: esse texto foi escrito no ano de 1990).

A partir de 1980, os astrônomos observaram que Quíron, de repente, aparecia bem mais brilhante, aparentemente se transformando de asteróide em um cometa.  A partir de quarenta ou cinqüenta anos atrás, os astrônomos começaram a verificar similaridades entre as órbitas dos cometas e asteróides.  Também a composição da superfície de Quíron parece ser escura, à semelhança dos asteróides ricos em carbono, característica de outros asteróides remotos.  Isso leva os cientistas a se perguntarem como poderia um objeto aparentemente nativo de um cinturão de asteróides distante terminar numa órbita entre Saturno e Urano?  Ao mesmo tempo, como pode um asteróide demonstrar visível refletividade e aumento de brilho?  Dados recentes vêm demonstrando que Quíron, na verdade, começou a brilhar ainda mais fortemente em meados de 19787, atingindo um clímax em 1989 e começando novamente a desaparecer desde então.  Os astrônomos começam a suspeitar que esse brilho anormal possa ser o indício  da explosão de um cometa.  No entanto, em razão de sua distância do sol, seria muito difícil para um cometa mostrar qualquer atividade.  Seria possível que Quíron pudesse se comportar como um cometa, naquela distância, bem além de Saturno?  Nesse caso, ele seria 10 ou 100 vezes maior que qualquer outro cometa e caminharia em alta velocidade.  Na época de sua descoberta, Quíron também se mostrava intensamente brilhante, o que poderia significar que explodira a uma distância maior do Sol que qualquer outro cometa.  Existe uma teoria que diz que Quíron talvez nunca tenha passado muito tempo perto do Sol.  Ele pode ter sido um corpo mantido desde os primórdios do sistema solar no grande reservatório de cometas além de Plutão, um núcleo denominado de Nuvem de Oorth. Cálculos também demonstram que Quíron vem se aproximando de Saturno há milhares de anos e vem exercendo a sua presente órbita entre Saturno e Urano a algumas dezenas de milhares de anos.  Eventualmente, haverá um encontro de menor distância com Saturno que deverá novamente alterar sua órbita, embora ainda não seja possível calcular com exatidão qual órbita seguirá Quíron após seu encontro com Saturno, se ele será jogado para as profundezas das Nuvens de Oorth, ou se será lançado em direção ao nosso Sol, tornando-se então o cometa mais espetacular jamais visto até agora.

Na mitologia, o mito de Quíron é descrito de várias maneiras, como sempre acontece nas tradições verbais que atravessam milênios e culturas.  Saturno, tentando escapar da vigilância de sua mulher, Rheia, transformou-se em um cavalo para aproximar-se da ninfa Filira. Filira engravidou e fugiu da furiosa Rheia, escondendo-se numa ilha do mar Egeu para ter seu filho.

Quando Quíron nasceu, sua mãe caiu em desespero, porque diante de si tinha uma criança metade cavalo, metade homem e pediu aos deuses que tivessem pena dela.  Júpiter, condoído pela dor da mãe, transformou-a na árvore da tília e levou a criança para ser adotada por Apolo e Athena.  Apolo ensinou ao centauro todas as artes, ciências, divinações e sabedoria superior.  Athena ensinou-lhe a reconhecer a luz da razão. 

Quíron casou-se com Charicles e teve uma filha chamada Thea, uma profetisa.  Quíron foi morar em uma caverna no Monte Pélion - a oeste do Monte Olimpo -, onde fundou o Quironion, um tempo de cura e auto-conhecimento.  Era um grande astrólogo e mestre, excelente em caça, medicina, música, ginástica, guerra, rituais religiosos, ética e ervas.  Seu prestígio era tanto que os reis confiavam seus filhos para serem educados em tudo o que precisavam saber para se tornarem líderes de seus povos.

Quíron teve vários alunos, entre eles Jasão, a quem ensinou a ler as estrelas para poder melhor ser guiado por elas em sua procura pelo Velocino de Ouro , e este mais tarde lhe confiaria seu próprio filho, Aquiles, em sua tenra infância.  Quíron alimentou Aquiles com uma dieta concentrada de carne e mel para tornar a criança corajosa e também ensinou-lhe a cítara.

Um dos mais famosos discípulos de Quíron foi Esculápio, que era filho de Apolo e tinha sido levado ao Monte Pélion ainda nenén para ser instruído nas artes da medicina.  Na verdade, Esculápio tornou-se tão talentoso na cirurgia e no uso de drogas medicinais que é reverenciado como o fundados da medicina.

Existe uma tendência hoje em dia para designar várias palavras associadas às mãos, com Quíron, como: quiral - polarização da luz de uma mão para a outra; quiromancia - leitura das mãos; quirotesia i- energia das mãos durante os ritos sagrados; quirotonia - bênção com as mãos; quiroprática - cura das juntas e dos ossos através da manipulação; quirurgia - palavra antiga para designar cirurgia; quirografia - arte de escrever.

Como vimos, Quíron era respeitado na antiguidade como o grande mestre e curador.  No entanto, ouve um momento em sua vida, quando num acidente foi ferido por uma flecha envenenada, atirada por seu amigo e também discípulo, Hercules. A partir de então, Quíron passou a sofrer dores terríveis e mesmo todo o seu conhecimento de medicina e ervas curativas mostrou-se sem efeito diante do seu próprio ferimento.  A partir desse instante, Quíron se tornaria então o curador que curava as feridas dos outros porque conhecia a dor de sua própria ferida, sem cura nem fim, porque, sendo filho de Saturno, era imortal.

Muito tempo se passou até que um dia Hercules, que se encontrava entre seu décimo primeiro e décimo segundo trabalhos, viu Prometeu acorrentado a uma pedra, tendo seu fígado comido por um corvo diariamente.  Prometeu sofria esse penoso castigo porque um dia ousara roubar o fogo dos deuses e oferta-los aos homens.  Hercules pediu a Júpiter para libertar Prometeu de seu castigo, pedido esse considerado longamente pelo deus do Olimpo que finalmente decidiu libertar Prometeu caso algum imortal fosse voluntariamente para o reino dos ínferos. 

Quíron pôde então conhecer a morte em sua descida para o mundo de Plutão, livre da dor eterna de sua ferida nunca cicatrizada.  Porém, nove dias após a sua morte, sua imagem foi novamente imortalizada por Júpiter, que o recolocou nos céus, na constelação do Centauro.  (Outros mitos dizem que Quíron formou a constelação do Sagitário).

O mito de Quíron nos parece estar sempre ligado às questões de vida e morte, no sentido simbólico de ambos os termos.  Vida e morte são partes de um grande processo eterno de renascimento, mutação e transformação.  Saturno transformou-se em um cavalo para engravidar Filira.  A própria gravidez em si é também um fator de transformação, quando o sêmen masculino encontra-se com o óvulo feminino e ambos fundem-se entre si, morrendo para dar lugar a uma nova vida.  Filira, quando descobre que deu a luz a um ser metade homem, metade cavalo, ou seja, que seu filho teria nascido com suas duas outras metades transformadas, desesperou-se e pediu aos deuses que lhes trouxessem a morte.  Atendendo ao seu pedido, Júpiter transformou-a na árvore da tília.  Portanto, podemos concluir que Quíron foi gerado de um pai transformado e que, após o seu nascimento, sua mãe também sofreu um processo de transformação.  Através seu mito, restamos a idéia da criança rejeitada, preterida, trazendo em si mesma a dualidade dos processos de transformação.  Os relatos da vida de Quíron nos contam que ele era considerado o rei dos centauros, e ao mesmo tempo, diferenciado deles por ser respeitado e reverenciado pelos deuses, semideuses e heróis pelo seu lado humano, de sabedoria, mestria e cura.  No entanto, seu lado animal também fazia parte fundamental de sua sabedoria, mestria e cura, porque significava fazer uso de sues instintos naturais, conhecer como um animal conhece, as leis primitivas da natureza, e agir, como um animal age, de acordo com as leis e desígnios dôo Planeta onde se está fisicamente materializado.  O mito de Quíron representa a necessidade imperiosa de todos os homens buscarem dentro de si mesmos os seus lados animal, instintivo, bem como humano, em busca de sua espiritualidade.

O mito da dor sofrida por Quíron também não pode ser visto apenas por sua ferida que nunca pôde ser curado.  Sua dor provinha, primeiramente, da rejeição parental sofrida por ele desde antes o seu nascimento, por seu pai,  e quando do seu nascimento, por sua mãe.  E certamente não podemos nos esquecer que o fato de ter sido um centauro muitíssimo bem educado por Apolo e por Minerva, era inteiramente diferenciado dos demais centauros, todos bem ignorantes... Em função disso, Quíron descobriu em si mesmo sua motivação de vida como um ser sozinho no mundo, apesar de ter sido gerado por um deus e por uma ninfa e também apesar de ter se casado e ter tido uma filha.  E, ao tornar-se tutor de semideuses e heróis, assim o fez no sentido de encaminhar esses seres em direção às suas próprias missões de vida, ao conhecimento de seus si mesmos, desde que o processo de individuação significa reconhecer-se a si mesmo no mundo, independente de pai e mãe e tornar-se quem se é, seguindo em frente.  Os alunos de Quíron se acercaram dele para se descobrirem e conhecerem seus destinos, ou seja, para que Quíron pudesse mostrar-lhes a forma pragmática e terrena de desempenhar os seus potenciais divinos.

O desejo de morte de Quíron  também pode ser entendido como um desejo de transformação mais enfática de sua realidade.  Alguns autores comentam que Quíron tinha todo o potencial de sua própria cura em suas próprias mãos, curador que era, certamente conhecia a erva e o tratamento adequados para curar sua ferida.  Talvez já estivesse se sentindo um pouco cansado de sua imortalidade que o acorrentava à Terra e ao seu corpo dual, principalmente de seu lado cavalo que o acorrentava ao mundo dos homens, e desejou a morte através da transformação de seu estado humano que atinge sua máxima espiritualidade em mais um processo de mutação que o fez tornar-se apenas um arquétipo no inconsciente coletivo da humanidade, indo habitar a constelação do Centauro, nos céus - ou do Sagitário, onde aponta para o ponto que nos leva a caminho em direção ao centro da Galáxia.

Em novembro de 1977, o mito de Quíron aparece de novo nos céus, desta vez através a figura física de um asteróide ou cometa - ou um Planeta Menor.  Sincronicamente, toda a vez que um planeta é descoberto, sua energia arquetípica se manifesta sobre a Terra e, em conseqüência, sobre todos os seres, na natureza.  Nosso Planeta vem sofrendo grandes transformações sociais e espirituais, entre outras, desde a aparição de Urano, em 1781.  urano, arquetipicamente, simboliza o rompimento com padrões antigos e já superados, o desperta para o novo e para o futuro, o uso mais avançado da mente, a visão de que sempre existe algo além daquilo que é considerado como limite, o insight -a visão interior, o clarão da compreensão dos processos de interação do Yin e do Yang.

A possibilidade oferecida à humanidade de acreditar que existe “algo mais entre o céu e a terra”, simbolizada por Urano, abriu as portas para a recepção da energia de Netuno, que pode ser entendida como a grande espiritualidade sendo espargida sobre nosso chacra coronário, uma grande imersão em todas as dimensões cósmicas e transcendentais.  A abertura dos homens para o uso do mental superior e para a recepção das energias cósmicas transcendentais, proporcionou a aparição de Plutão, que traz em si a semente da profunda transformação a que toda a humanidade deverá passar a fim de se preparar para a nova era que se aproxima, a Era de Aquário.

Quíron, com seu desejo de vida e morte imortalizado em seu corpo metade homem metade deus, vem atuar arquetipicamente como ponte ligando primeiramente o visível ao invisível, ligação essa demonstrada pela sua órbita em torno do Sol acontecendo entre Saturno e Urano; Saturno, do limite visível, e Urano, do além-do-visível, aquele que somente pode ser visto através das lentes do telescópio.  Saturno, por ser o último planeta podendo ser observado a ollho nu, arquetipicamente significa todas as  estruturas sólidas e materializadas e perenes que devemos construir em nossas vidas na Terra.  Urano, o primeiro dos planetas que somente podem ser observados através aparelhos, vem arquetipicamente representar a extrapolação das estruturas obsoletas, e da visão e compreensão infinitamente mais avançadas do homem.  Quíron, em seu papel de ponte, vem ligar o homem a Deus, a Terra aos céus, o consciente ao inconsciente, o Yin ao Yang.

Podemos observar que, nos últimos anos, vem aumentando consideravelmente o interesse das pessoas na busca do desconhecido, do auto-conhecimento, de uma maior espiritualidade, de uma maior fusão entre o céu e a Terra.  Quíron, sem dúvida alguma, é o mito simbolizador dessa procura pois vem ativando no inconsciente dos homens o interesse pela cura holística, pelo retorno às artes curativas e espirituais do passado, como o uso das ervas, das essências, dos cristais, da energia curativa das mãos, da interação corpo e mente, da leitura e interpretação dos arquétipos registrados em todos os seres através da astrologia, do tarot, da quirologia e tantas outras artes psico-espirituais de cura.



O Mito de Quíron e os Processos Terapêuticos

O Quironian era o templo de Quíron, um lugar de cura e de revelação. Para lá se dirigiam os heróis, ou seja, simples seres como todos nós que buscavam o conhecimento de si mesmos, o direcionamento para suas missões de vida, e o cumprimento de seus potenciais divinos.  Como Quíron era um mestre-curador holístico, cada caso era tratado individualmente, considerando-se sempre como linha mestra de trabalhão e harmonização de todos os seres consigo mesmos e com toda a natureza. 

Essencialmente, o primeiro passo  era o da procura da cura dos conflitos internos.  As vezes, levava-se a pessoa para o templo onde se fazia adormecer e seus sonhos identificariam a doença e o posterior processo terapêutico.  Em outras ocasiões, o paciente era colocado em plano alpha a fim de revisitar o seu passo arquetípico e trazer à tona o potencial maior à sua essência.  Através de um processo consciente ou inconsciente, era sempre primordial identificar o potencial de cada pessoa e integrá-lo plenamente à sua consciência.  É certo que o potencial de cada pessoa vem descrito em seu mapa natal e em sendo Quíron um grande astrólogo, também usava o instrumento da astrologia em seu processo terapêutico.  Também terapias com cristais e ervas eram usadas, bem como os demais aspectos do ato terapêutico quironiano, como a energia de cura das mãos, por exemplo. 

Todos aqueles que procuravam o Quironian, em busca de cura de seus males físicos, ou mentais, ou emocionais ou mesmo de Alma e de Espírito, recebiam seus tratamentos  e entravam em profundo encontro com seus Eus individualizados, em seus processos de individuação plena.  Quando deixavam o Quironian, estavam conscientes de si mesmos e de suas missões de vida e partiam para suas realizações de encarnação.

É importante que todos nós identifiquemos o mito de Quíron que vive dentro de cada um de nós.  Algumas pessoas trazem esse mito dentro de si mesmas por atuarem como terapeutas, literalmente, dentro dos vários ramos que a medicina nos oferece.  Outras pessoas, através da procura de seus potenciais latentes e realizando seus trabalhos sempre com a intenção de estarem cuidado e orientando as pessoas em suas vidas: o pescador pescando o peixe para alimentar o povo; o pedreiro construindo casas para abrigar o povo; o governante governando o povo dentro da premissa de boa proteção e orientação e estruturação do mesmo; etc.

O mito quironiano em todas as suas ramificações dificilmente se manifestará numa só alma.  Todos nós possuímos uma parte, uma variação da multiplicidade do mito original - e é certo que também identificaremos essas partes de acordo com nossa percepção da realidade física e metafísica, em nossa vida.  Cada um de nós, ao longo da vida, desenvolve uma afinidade mais acentuada com um - ou mais de um - determinado aspecto do arquétipo, que é trazido à superfície da consciência, lá do fundo do inconsciente coletivo e pessoal.

O mito de Quíron nos remete, conscientemente, à questão de que cada ser na Terra ou no Universo traz em si mesmo um caleidoscópio de arquétipos.  Se, para tudo o que existe fisicamente no universo existe uma contraparte metafísica, o arquétipo quironiano que existe em nós é o que nos permite atuar como ponte esse esses fatores visíveis e invisíveis.

A astrologia quironiana pode então ser compreendida como a decodificação dos arquétipos de cada ser em relação ao universo.  Se, como vimos na primeira parte desse trabalho, entendermos os planetas e constelações físicas como espelhos metafísicos dos arquétipos existentes em cada um de nós, o mapa astral - a fotografia dos céus na momento do nosso nascimento no Planeta Terá - poder ser lido e decodificado como nossa carteira de identidade cósmica, o projeto de realização de nossa alma.  A partir dessa abordagem, o mapa astral encerra em si mesmo toda a história passada da alma, o seu projeto de realização nesta vida e, potencialmente, os cursos que a alma individualizada poderá vir ao percorrer em função de seu livre-arbítrio, no futuro.

O astrólogo ou astro-terapeuta que se identifica com o mito do mestre-curador, atrai para si as pessoas em busca de seus processos de auto-conhecimento, de identificação de suas missões de vida.  num processo holístico de terapia, o papel do astro-terapêuta é fundamental na medida em que ele atua como ‘espelho’ decodificador do caleidoscópio arquetípico do projeto de realização da alma - o mapa astral natal - do ser que está diante de si.  Todos os arquétipos mais fundamentais que o inconsciente coletivo da humanidade já trouxe à consciência e à manifestação física encontram-se no mapa astral de cada alma, de cada ser individualizado.

O astrólogo ou astro-terapeuta, trabalhando com a astrologia quironiana, comunica ao ser que tem diante de si e que o procura, sobre o Risco do Bordado que a Alma desse ser lhe teceu como estrutura fundamental a lhe servir como guia, como mapa, em seu cumprimento  de suas missões no Planeta Terra, realizando seu Trabalho e se colocando em seu Caminho da Iluminação. 

O astrólogo quironiano realiza um trabalho misto de sensibilidade psíquica e de pragmatismo, de conhecimento mais avançado e de conhecimento tradicional e planetário... de forma que o Caminhante que até ele chega possa bem se conscientizar de si mesmo e não apenas acolher as palavras que lhe foram dirigidas.  É preciso que haja uma verdadeira fusão de intenções  e de compreensões entre o astrólogo e o Caminhante que o procura.  Se isso não acontecer, as palavras ficarão sendo vãs, sem uso, sem compreensão.  É preciso que haja fusão de Alma entre o astrólogo e o Caminhante que o procura.  E, mesmo que o Caminhante não ainda possa compreender inteiramente tudo aquilo que lhe foi dito, caso sua Alma tenha apreendido e aceito e guardado consigo as palavras iniciáticas do astrólogo a quem procurou, no momento exato de possíveis trânsitos de Quíron, Saturno, Urano, Netuno e Plutão, é possível que o Caminhante possa verdadeiramente se conscientizar, ter o bom vislumbre, obter o insight, acerca de tudo aquilo que lhe foi dito, acerca de si mesmo e de seus rumos de vida.

A verdade é que o terapêuta quironiano, dentro de seu Quironian, seu templo de cura, se coloca dentro da figura própria do mestre com seu discípulo à frente, o Caminhante que o procurou para receber sua Iniciação na Terra e no Céu.

 A leitura astrológica, bem como todos os processos terapêuticos, exigem sabedoria e intuição, sob as bênçãos de Quíron, o mestre-curador.

Bibliografia:
Lantero, Erminie
The continuing Discovery of Chiron
Weiser, Usa
Clow, Barbara Hand
Chiron: Rainbow Bridge between the Inner and Outer Planets
Llewellyn, Usa
Prediction Magazine
July 88
Link House, England
Astronomy Magazine
August 90
Kalmbach, Usa

O texto acima é extraído da Revista de Cultura Vozes - Ano 84 - Volume 84 - Setembro/outubro de 1990 - no. 5 - ENERGIA E CURA - contendo artigos de vários autores, entre eles, Janine Milward.  O texto acima não está em sua íntegra, contendo apenas as partes segunda e terceira. 



Os Três Ciclos mais importantes em nossa vida:
Retornos de Saturno, Oposição de Urano e Retorno de Quíron
(auxiliados pelas Quadraturas de Plutão e de Netuno)

Em nossas aulas do curso Amigos das Estrelas, viemos já comentando a respeito dos ciclos de Urano, primeiramente, e depois, de Saturno.  Emendaremos, portanto, nossos comentários trazendo o arquétipo de Quíron, aquele que realiza a ponte entre os planetas visíveis até Saturno e os planetas invisíveis, a partir de Urano.

Eu pessoalmente, escolhi primeiramente tecer a aula sobre a Oposição de Urano e depois, em seguimento, sobre o ciclo uraniano coroado pelo Retorno de Urano e nomeei a Oposição de Urano como nosso tempo de Revirão de Vida e o Retorno de Urano como nosso mapa de manifestação do desejo de encarnação e de cumprimento de missões de nossa alma!

E certamente, o aluno, caro Amigo das Estrelas, se recorda que já dentro dessa segunda parte de nosso Curso, comentamos sobre o Trem da Vida desmembrado em Vagões e Passageiro do Tempo e Locomotiva e Motorneiro - todos atuando os nódulos lunares sul e norte e seus regentes respectivos.  E ao comentarmos longamente sobre a importância de nosso Trem da Vida - de onde viemos, quem somos, e para onde vamos... -, dissemos com firmeza que o tempo do Revirão da Vida - a Oposição de Urano em trânsito ao nosso Urano natal - era o momento mais certeiro em termos de obtermos a possibilidade de ampliarmos nossa consciência ao ponto de bem reconhecermos o que significava nos mantermos apenas dentro dos Vagões e o que significava nossa ousadia em adentrarmos nossa Locomotiva e finalmente, fusionarmos, em grande maturidade, Vagões à Locomotiva e vivenciarmos nosso Trem da Vida, como um todo.

E ao longo de nossos trabalhos sobre os ciclos uranianos e saturninos, dissertamos profundamente sobre as questões da importância fundamental do Primeiro Retorno de Saturno que nos prepara para assumirmos de forma mais autêntica e consciente nosso tempo de Revirão da Vida - a Oposição de Urano em trânsito ao nosso Urano natal -, e que essa assunção mais autêntica e mais consciente acerca de nós mesmos e de nossas missões a serem cumpridas em nossa vida relacionadas à escolha de nossa Alma ao tecer nosso Risco do Bordado junto ao Tao da Criação, tudo isso seria inteiramente ratificado através nosso tempo de Retorno de Quíron e mais tarde, novamente fundamentado em sua importância através nosso Segundo Retorno de Saturno.

Também ao longo de nossos comentários sobre os ciclos uranianos e saturninos, inserimos nossa teoria acerca dos Quatro Atos de Vida, tendo o prelúdio dos tempos preparativos para nosso Primeiro Retorno de Saturno como o encerramento do Primeiro Ato de Vida e nossa entrada em nosso Segundo Ato de Vida - de fundamental importância pois já estaremos mais crescidos e amadurecidos pela vida e para a vida e ainda somos bastante jovens e cheios de vigor! 

No entanto, o caro aluno Amigo das Estrelas estará se lembrando que o tempo de Revirão da Vida - entre nossos 39 e 42 anos de idade - já estará nos trazendo o começo de fusão entre nosso Segundo Ato de Vida e nosso Terceiro Ato de Vida que será iniciado realmente somente a partir de nosso Segundo Retorno de Saturno, aos 58/9 anos de idade.  Eu bem me recordo que o exemplo que usei foi o das águas de um grande rio, assim como o Rio Amazonas, se encontrando com as águas diferenciadas de um dos seus afluentes, como o Rio Negro, e correndo essas águas juntas porém sem se misturarem por vários e vários quilômetros, até finalmente se fusionarem plenamente, mas lá na frente...  Sendo assim, o tempo do Retorno de Quíron vem até nós no sentido de nos trazer nossa proficiência de vida em termos de maior maturidade, realmente, de forma que possamos bem vivenciar nosso Terceiro Ato de Vida, já no prelúdio de nossos anos cinqüenta, já avistando o final dessa nossa década e a chegada de nosso Segundo Retorno de Saturno - tempo que nos colhe plenos de maturidade e ainda possuidores de bastante vigor e energia, em nossa vida!

Já durante nosso tempo de Terceiro Ato de Vida instaurado por nosso Segundo Retorno de Saturno, nos aprontamos para enfrentarmos - se assim o Tao da Criação nos permitir - nosso Retorno de Urano que será um tantinho depois, ratificado por nosso Terceiro Retorno de Saturno e certamente já estaremos inteiramente adentrados em nosso Quarto Ato de Vida - tempo de conclusão de ciclos vários de vida e nossa gestação para nossas vidas vindouras e nossa preparação para sairmos da vida assim como a conhecemos e adentrarmos a não-vida...., questão que ainda pouco conhecemos mas sabemos ser absolutamente inexorável de nos acontecer.



Quíron, Saturno e Urano

Diante de um gráfico astrológico a ser comentado, devemos buscar os lugares e signos onde se encontram Quíron, Saturno e Urano.  Também penso que os Aspectos formados entre esses três arquétipos são de fundamental importância para o tecimento de nossa leitura e interpretação.

Em nossas aulas sobre os ciclos uranianos e saturninos - bem como aula sobre os Trânsitos dos Planetas mais Lentos e também aula sobre os Planetas em si -, comentamos extensivamente acerca o significado desses arquétipos em nosso Risco do Bordado.

Ao realizar a questão de sua atuação como Ponte entre o mundo até Saturno e o mundo a partir de Urano - o mundo do visível e o mundo do não-visível, o mundo dos Planetas Pessoais e Sociais e o mundo dos Planetas Transpessoais e Transplutonianos, o mundo da manifestação e o mundo da não-manifestação -, Quíron vem se inter-relacionar intensamente com esses dois Planetas no sentido de tanto uni-los quanto de separa-los, de acordo fundamentalmente com os próprios Aspectos que os três formam entre si.

E certamente, ao longo dos próprios Aspectos que Quíron em trânsito vai formando consigo mesmo e com os outros dois Planetas - e da mesma forma, os trânsitos de seus acompanhantes Saturno e Urano -, essa inter-relação entre esses três Planetas vai se tornando ora mais harmoniosa e ora menos harmoniosa; ora conseguiremos melhor nos expressar através essa combinação ternária, ora não teremos essa sorte; ora nos colocaremos na posição de Caminhantes buscando a cura de nossas dores e de nossos sintomas originais e o auto-conhecimento, ora nos colocaremos na posição de curadores feridos e mestres dos mestres.

Meu Quíron natal é posicionado em Sagitário e em Casa Nove, inaugurada também por esse signo.  Meu Saturno natal é posicionado em Virgem e em Casa Seis, inaugurada também por esse signo.  Meu Urano natal é posicionado em Câncer e em Casa Três e o signo de Câncer inaugura minha Casa Quatro.

Sendo Quíron a Ponte entre Saturno e Quíron e uma imensa possibilidade de lhes trazer uma maior expressão de seus próprios arquétipos, é preciso que meu Saturno se esforce intensamente para poder realizar meu cotidiano de trabalho através minha fonte de expressão de comunicação fornecida por meu Urano.  No entanto, meu Urano e meu Quíron formam, não por graus mas sim por signo, um Quincúncio; enquanto meu Saturno e meu Quíron formam por graus e por signo, um Quadrado.  Sabemos que o Quincúncio e o Quadrado não são exatamente Aspectos muito harmoniosos, não é mesmo?  Por outro lado, meu Urano e meu Saturno formam, não por graus mas sim por signo, um agradável e harmonioso Sextil.

Porém, em sendo meu Urano e meu Saturno posicionados em hemisfério de ação pessoal do meu Eu Sou, tanto minha expressão de comunicação pessoal quanto meu trabalho pessoal têm de ser atuados ao mundo de forma mais enfática através meu Quíron sagitariano de Casa Nove, assim eu penso!  E em função dos Aspectos acima descritos, não é muito difícil para mim produzir através de árduo trabalho minha produção de expressão de comunicação, minhas aulas, meus escritos, meu pensamento, minhas conclusões, minhas teorias... mas certamente é bem difícil para mim colocar tudo isso no mundo, socialmente trocado, publicado, comunicado, em Casa Nove, em Quíron em Sagitário. 

Como você vê, caro aluno de Amigos das Estrelas, Quíron vem reforçar a perseverança que Saturno nos pede para que possamos ultrapassar de forma adequada todos nossos obstáculos que se apresentam em nossa vida - em Karmas e Samskaras, ações e reações em potencial advindos de vivências anteriores e sucessivas e apontando para vivências vindouras e sucessivas, da mesma forma -, e também Quíron vem reforçar a necessidade de quebrar com alguns conceitos não mais necessários de serem preservados em nossa vida, nos abrindo para uma nova consciência acerca de nós mesmos e do Planeta Terra e da vida, como um todo, através Urano.

É interessante se observar que sempre Quíron deverá estar realizando sua Ponte entre o tradicional Saturno e o modernoso e futurista Urano e sempre deverá estar trazendo as questões uranianas para serem concretizadas e cristalizadas dentro da tradição saturnina; e da mesma forma, sempre deverá estar trazendo as questões saturninas para serem extrapoladas e ousadamente exorbitadas dentro dos conceitos extraordinários uranianos!

E também é muito interessante que observemos que Quíron faz sua trajetória entre Saturno e Urano, sim, em suas órbitas, sim, porém Quíron avança até o ponto do afélio de Saturno, ou seja, seu ponto de trajetória mais distante ao Sol, enquanto que, em relação a Urano, Quíron não vai além do que o ponto do perihélio de Urano, ou seja, seu ponto de trajetória mais próxima ao Sol. 

Sendo assim, Quíron, enquanto Ponte, possui a boa concretude da construção da tradição de Saturno, sem dúvida alguma, e no entanto, em termos de Urano, Quíron vai agregando à sua Ponte tudo aquilo que Urano se permite mostrar em sua proximidade não somente ao Sol mas também a Saturno e aos demais Planetas Pessoais e Sociais que são emuralhados pelo Senhor do Umbral!  Portanto, podemos pensar que existe muito mais dentro do arquétipo uraniano que podemos sequer imaginar!  Tudo isso já está voltado para o lado uraniano voltado para os Planetas Transpessoais e Transplutonianos, sem dúvida alguma!  E é por isso mesmo, que quando acontece o Retorno de Quíron, de alguma forma, nossa Ponte entre Saturno e Urano já deverá estar inteiramente bem concretizada, realmente, a partir dos Ciclos importantes anteriores, do Primeiro Retorno de Saturno e da Oposição de Urano em trânsito a Urano natal - todos também coadjuvantizados pelos Quadrados de Netuno e de Plutão. 

Ao nos tornarmos bem-sucedidos dentro da completação adequada desses Ciclos, certamente nossa Alma pode se fusionar bem plenamente ao nosso Ego e ambos vivenciarem a vida no sentido de buscarem cada vez mais ampliar os horizontes da Ponte quironiana realizando a inter-ação mais plena entre os mundo da manifestação e da não-manifestação, ou seja, bem concretizando o mundo da manifestação e bem ousando se conscientizar mais e mais acerca o mundo da não-manifestação.  A Ponte quironiana pressupõe que sempre possamos trazer as questões do mundo da não-manifestação para serem concretizadas e tradicionalizadas dentro do mundo da manifestação.

...................................................  (a continuidade deste Texto encontra-se no original do Capítulo 14)



Quíron:
 regente de Sagitário ou de Virgem?
Ou... do eixo Virgem/Peixes?

O mito de Quíron nos diz que ele teria ido ao mundo dos ínferos, Hades, após ter deixado de ser imortal, porém logo depois foi levado aos céus, sendo colocado na constelação de Sagitário.  Outros mitos nos dizem que a constelação foi a do Centauro.  É interessante também sabermos que sua filha, Thea, profetisa, foi também colocada no céu através a figura de um cavalo, Pégasus, o cavalo alado.

Existem em Quíron várias questões discordantes entre si.  E uma delas, talvez a mais importante, é que a maioria dos astrólogos não reconhecem o arquétipo de Quíron como algo relevante a ser lido e interpretado dentro do mapa astral.  Porém, com o tempo, eu penso que mais e mais astrólogos estarão acordando para o preenchimento de um certo vazio dentro do mapa astral - caso a leitura sobre Quíron e seu arquétipo colhendo tantas possibilidades, quase sempre fundamentadas na dor...  não aconteça.  Muitos astrólogos ficam, a meu ver, enredados entre Saturno e Urano, tentando através desses arquétipos, explicar muitas das questões que são explicadas realmente através a figura arquétipica de Quíron.  A verdade é que Saturno nos aponta para o recrudescimento da dor, sim, e nossas ações conseqüentes em termos de bem resgatarmos Karmas e Samskaras trazidos de vivências anteriores acumuladas e demonstradas em nosso Risco do Bordado.  E a verdade é que Urano nos aponta para o recrudescimento da dor, sim, no sentido de podermos senti-la como os cortes guilhotinais que nos acontecem em nossa vida, as cortinas que se abrem antes do Ato começar a acontecer ou que se fecham antes do Ato terminar.  Mas a grande verdade é que a dor em si, a dor, a dor, é um arquétipo quironiano.

E certamente, iremos encontrar algumas outras discordâncias em termos de qual signo acolheria de forma mais adequada a regência de Quíron.  Primeiramente, foi o signo de Sagitário que se colocou como o pretendente mais apropriado.  Será?  Talvez seja pela fato de que Quíron pode ser a possível figura representativa da constelação e do signo do Sagitário.  Porém, a meu ver, Júpiter é tão perfeito para reger o Sagitário, não é verdade?

............................................. (a continuidade deste Texto encontra-se no original do Capítulo 14)



O arquétipo imajado por Quíron

Quíron: a Ponte entre os cérebros direito e esquerdo,
entre a intuição e a racionalização, entre Urano e Saturno, entre os mundos não-visível e visível, entre o inconsciente e o consciente, entre a metafísica e a física.

Sabemos que Urano comanda nosso cérebro direito, lugar de intuição e de sentimento.  E sabemos que Saturno comanda nosso cérebro esquerdo, lugar de racionalização e de análise.

Saturno é considerado o Senhor do Umbral - aquele que coloca o limite entre os mundos do visível e do visível... e isso acontece para nós, que vivemos no Planeta Terra como também nos aconteceria caso vivêssemos no Planeta Plutão!  Sempre Saturno é a grande muralha de visibilidade, a partir do Sol em relação a todos os demais Planetas e planetóides e asteróides, etc.  Se viajarmos hoje para Plutão e ainda para além de Plutão, certamente veremos o céu estrelado do mesmo jeitinho que o vemos do Planeta Terra (porque as estrelas estão sempre tão distantes!.... - mas é certo que o Sol diminuirá um tanto de tamanho aparente e conseqüentemente também sua luz e sua energia de vibração de vida!  Porém, sempre o último Planeta visível estará sendo Saturno, o Senhor do Umbral.

Urano foi o primeiro Planeta a ser descoberto a partir do momento em que o homem tomou posse das lentes ópticas.  A verdade é que desde quando Galileu apontou para Júpiter e encontrou quatro luas - as chamadas luas jovianas - e depois apontou para Saturno e pôde se maravilhar com a visão dos anéis (possivelmente dentro do  ainda tosco telescópio galileico os anéis saturninos formavam uma figura de açúcar candy), desde o começo dos anos 1600, tudo já estava pronto para a descoberta de Urano, a acontecer em 1781, ou seja, o homem já tinha vislumbrado que realmente existia algo a mais entre o céu e a terra que sua vã mente podia sequer supor....

.............................  (a continuidade deste Texto encontra-se no original do Capítulo 14)



As Dores Quironianas

Um dos temas que mais me chama a atenção em relação ao arquétipo de Quíron são as suas dores.  Dores provenientes de suas rejeições parentais sofridas, das rejeições de seus próprios pares - os demais centauros fazendo-o se sentir como ‘um estranho no ninho’, dores agudas provenientes de sua ferida sempre aberta e jamais curada em seu tempo de imortalidade - e certamente algumas das rejeições atuadas pelo próprio Quíron no sentido de seu afastamento do convívio social mais intenso, buscando viver de forma mais monástica, junto à sua pequena família e aguardando a chegada de seus pupilos, distante do mundo, numa caverna no Monte Pélion, olhando o oeste, o lugar da retirada.

Sempre que me ponho diante de um mapa astral, de um Risco do Bordado de algum Caminhante que me venha procurar, o lugar onde Quíron se posiciona vem mostrar sua dor, seu lugar de dor, de profunda dor.  Costumo dizer que é o lugar onde temos muitos limões e que temos que aprender a fazer muitas limonadas!  Costumo dizer que é o lugar onde somente nós sabemos que existe uma pedra em nosso sapato.  E também costumo dizer que é exatamente esse lugar, essa pedra, são esses limões, são essas vicissitudes que nos vão acontecendo em nossa vida que nos apontam para suas próprias soluções!  Sendo assim, fundamentalmente quando nos chega o momento de Retorno de Quíron, da maioria das vezes, temos a possibilidade de nos tornarmos verdadeiros phd’s, conhecedores profundos, sobre essa mesma pedra no sapato!

.............................. (a continuidade deste Texto encontra-se no original do Capítulo 14)




Pulsão de Vida e Pulsão de Morte
A imortalidade quironiana dentro da vida e a imortalidade dentro da morte

Também o fato de que Quíron sofria suas dores intensas é o que o levou a perder - a trocar, digamos assim - sua imortalidade e seguir seu caminho em direção aos mundos ínferos... !  E por que teria ele ido diretamente ao mundos ínferos ao invés de ter seguido para os Campos Elísios, para o paraíso?  Porque a perda da dor humana e animal deveria ser compreendida ainda mais profundamente do que havia Quíron compreendido até então, em sua vida!  E para que pudesse realmente compreender o que sua dor pessoal significa, ele teve que se encontrar diretamente com Plutão, para que pudesse conhecer inteiramente os segredos não-revelados (que jazem não somente em Plutão como também nos Planetóides Transplutonianos, assim como Ísis, a guardiã dos segredos do conhecimento, conforme já comentamos anteriormente, em outros textos, em outras aulas).

Foi somente ao se encontrar com Plutão, que Quíron pôde realmente se metamorfosear e se regenerar inteiramente, ou seja, ele deixou de ser metade cavalo e metade homem - e também não era mais semideus!  Enfim, esse encontrou o deixou dentro do Vazio.  E exatamente porque ele adentrou seu Vazio é que ele foi metamorfoseado e inteiramente regenerado e colocado nos céus estrelados para se tornar um arquétipo inspirador e condutor de caminhos!

Enquanto Quíron vivia com semideus e centauro e cheio de dores de uma ferida sempre aberta e nunca tratada, e cuidava dos heróis e de seus discípulos e de todos os Caminhantes que o procuravam, ele era o único a agir como Ponte.  Porém, após sua morte e seu encontro com Plutão e sua metamorfose e regeneração através o angariamento do seu conhecimento acerca não somente do Trabalho no Planeta Terra como também dos Caminhos da Iluminação e da Liberação ou Imortalidade, ele pôde espraiar seu arquétipo de Ponte para todos nós, simples seres humanos que o possuímos enquanto arquétipo em nosso Risco do Bordado.  Ou seja: vivo e imortal e semideus (mesmo que metade cavalo e metade homem), Quíron era apenas ele mesmo, um ser singular.  Morto e mortalizado, ele se tornou realmente Imortal (pois que perfez idealmente seu Caminho da Imortalidade por ser já um Iluminado...), e pôde deixar seu arquétipo de Ponte e de mestre dos mestres e de curador ferido para ser agregado por cada um de nós - ele tornou-se um ser coletivo!

...............................  (a continuidade deste Texto encontra-se no original do Capítulo 14)




Algumas Reflexões
 sobre a Troca de mortalidade de Prometeu com a imortalidade de Quíron

É também importante que vejamos a questão da troca de mortalidade e de imortalidade entre Prometeu e Quíron:

Alguns autores dizem-nos que Prometeu era um imortal e outros dizem que era um mortal.  A verdade é que ele era um dos Titãs, seres primordiais no Planeta Terra.  Muitos autores nos dizem que Prometeu fez do barro o homem e a mulher e não contente, deu-lhes o conhecimento, o uso da mente e da razão e da compreensão da intuição, através o fogo que ele havia roubado dos deuses e por essa mesma razão, acabou tendo que cumprir uma penalidade de estar acorrentado a uma coluna no monte Cáucaso por cerca de 30.000 anos, com seu fígado sendo bicado durante o dia por um abutre e restaurado durante a noite.  É interessante que percebamos que o número 30 sempre nos lembra o tempo de cerca de 29 anos de translação de Saturno em torno do Sol e de retorno de Saturno em nosso mapa astral natal.

Prometeu havia roubado o fogo dos deuses e o entregue aos homens.  O fogo vem então significar Poder e Consciência, retirando, dessa forma, a humanidade de sua inconsciência primordial e tornando-a consciente de si mesma e de seu poder, diante da vida.  Fogo é vida.  Portanto, a partir do momento em que os homens puderam ter acesso ao fogo, houve uma imensa expansão não somente da possibilidade de expansão da humanidade em si - através a proteção e a facilitação da alimentação proporcionadas pelo fogo -, como também da realidade de expansão da consciência primeiramente coletiva e tribal e em segundo momento, individual de cada um dos seres.  Os homens já não estavam mais tão subjugados aos deuses, como antes.  Havia agora o poder e a consciência que faziam que os homens pudessem realizar suas vidas de forma um tanto mais independente, digamos assim, dos deuses e a relação entre homens e deuses mudou definitivamente  - a partir do momento em que Prometeu doou aos homens o fogo.

Podemos então pensar que o Dharma de Prometeu foi inteiramente cumprido através essa sua ação.  No entanto, o Karma e o Samskara de tal ação e sua reação também lhe aconteceram: foi amarrado a uma rocha tendo seu fígado sendo comido diariamente por um abutre.  Era um castigo realmente atroz!

Quando Hercules propôs a Júpiter que para que libertassem Prometeu de seu castigo atroz e realizasse a troca de sua mortalidade com a imortalidade de Quíron - que também tinha seu sofrimento atroz e ansiava pela morte... -, a verdade é que o Dharma dessa realização de Hercules foi absolutamente fundamental dentro da realidade das vidas de Prometeu e de Quíron (uma vez mais Hercules realizava o Dharma e o Karma e os Samskaras quironianos) e dentro da realidade da vida da humanidade como um todo bem como dentro da realidade da vida dos deuses, da mesma forma.

................................ (a continuidade deste Texto encontra-se no original do Capítulo 14)



O Retorno de Quíron
e os Aspectos de Quadratura e Oposição
que vão  nos apresentando nossos ciclos de crises em relação à nossa expansão de consciência e nossas vivências e superações dos obstáculos que vão se colocando em nossas vidas.

Sabemos que todos os Aspectos padrões são certamente importantes dentro de nossa leitura e interpretação acerca o andamento dos Planetas Sociais e a Ponte em Quíron e dos Planetas Transpessoais.

No entanto, eu penso que os Aspectos de Quadratura e Oposição e Conjunção são os mais enfáticos, nos trazendo seus desafios e seus obstáculos a serem vivenciados e contornados - sempre isso acontecendo de acordo com o desenvolvimento de nossa mente, com a ampliação de nossa consciência, com nosso desejo e através nossa índole essencial de podermos realizar a Ponte entre os mundos da manifestação e da não-manifestação.

No caso de Quíron, podemos então compreender que seu Retorno nos acontece por volta de nossos 49, 50, 51 anos, realmente, porém as Quadraturas as Oposições vão certamente variar de acordo com nosso signo natal acolhedor do arquétipo de Quíron em nosso mapa astral - devido ao fato de que Quíron transita em tempos diferenciados ao longo dos doze Cenários da Vida e ao longo dos Doze Signos do Zodíaco, como vimos no item imediatamente anterior e acima.

................................ (a continuidade deste Texto encontra-se no original do Capítulo 14)


EXEMPLO PRÁTICO
Seu Livro de Vida Personalizado

Caminhante/Aluno/Psicólogo
(com sua devida permissão)


O Risco do Bordado do Caminhante


Olá, Caminhante! Namaskar!

Veja abaixo, Caminhante, os possíveis símbolos sabianos sendo interpretados por mim, para seus possíveis graus que representam seu Quíron natal, em 00 Áries 38 Retrógrado:

Uma majestosa formação rochosa semelhante a um rosto é idealizada por um garoto, que a toma como seu próprio ideal de grandeza e que, à medida que cresce, vai ficando semelhante a ela.
O grau 30 de Peixes ou 00 de Áries nos revela uma pessoa ou situação que tem o dom de projetar e visualizar de forma extremamente concreta os seus ideais e suas visões sobre a vida de forma geral e sobre si mesma. Em continuidade ao símbolo precedente, essa pessoa tem o dom da percepção da essência de tudo. Para tanto, sua palavra-chave é "arquetipalização".
Os graus 30 de Peixes ou 00 de Áries e 01 de Áries se conjugam num ciclo em que o primeiro nos fala sobre o Fim e o segundo nos fala do Começo. O Fim é simbolizado através da Arquetipalização ou forma de percepção e apreensão das verdades do universo. O Começo (abaixo) é simbolizado pela ação primeira de vivenciar - o impulso de ser - cada degrau do Caminho das Estrelas, que possui 360 degraus ou graus do Zodíaco...

Uma mulher recém saída do mar; uma foca a abraça.
O grau 01 de Áries nos revela uma pessoa ou situação que, possui, intuitivamente e intrinsecamente, um "Impulso de Ser" (sua palavra-chave) , uma maneira de viver seu eu e sua vida no sentido mais marcado pela sua força interior, por suas memórias inconscientes, por sua simples necessidade de viver a vida, simplesmente.

Em virtude do fato de seu Quíron, Caminhante, estar exatamente oposto ao seu Urano, a 00 Libra 20, também estarei colando abaixo os graus simbólicos pertinentes à essa Oposição:


Inteiramente voltado para a complementação de uma tarefa imediata, um homem mostra-se indiferente a todos os fascínios.
O grau 30 de Virgem - 00 de Libra - nos revela uma pessoa que, por uma razão ou por outra, de um modo ou de outro, demonstra através de suas atitudes, de sua forma de ser, uma necessidade premente de chegar ao final de todas as situações dadas, quaisquer que elas sejam. Essa pessoa sente intimamente e sabe exteriormente que tudo, tudo, tudo na vida um dia chega ao seu final e se prepara também para isso. Aqui entra a grande questão relacionada a esse grau: como é realizada esta preparação, de forma apenas objetiva ou também está incluída a forma subjetiva? De forma apenas racional e prática ou também está incluída a forma mais intuitiva, emocional e até espiritual e religiosa? Como estaremos já adentrando o signo de Libra, a harmonia entre todos esses aspectos se faz necessária e prudente. Também essa pessoa terá a tendência a estruturar a si mesma em tudo o que se refere ao seu sentido de individualização plena para se preparar e se encontrar com o coletivo, dentro de sua coletivizarão. Todos esses aspectos acima mencionados levam a pessoa a se concentrar muito em si mesma e em sua plena realização dentro da vida, se preparando para aquilo que o futuro – objetivo ou não- haverá de lhe trazer.... Sua palavra-chave é "Conquista da Ilusão", mostrando que a pessoa tem a sabedoria de discernir até onde o mundo pertence a ela mesma e até onde começa o mundo do outro.

Numa coleção de espécimes perfeitos de muitas formas biológicas, uma borboleta exibe a beleza de suas asas, com seu corpo perfurado por um delicado alfinete.
O grau 01 de Libra revela uma pessoa com um desejo intenso de se realizar como Homem Sagrado, de alguma forma, sob alguma circunstância. Dessa forma, sua palavra-chave é "Tornado Sagrado". Para que este se "tornar sagrado" aconteça, a pessoa busca a perfeição. Essa busca da perfeição é benéfica até o ponto em que não se torne uma obsessividade exasperada. É preciso, então, se encontrar um meio termo nesta questão.

O 01 de Libra é o grau que dá início ao Outro, ou seja, à coletividade, à comunidade e assim sendo, o indivíduo aprende a não olhar apenas para si mesmo como única entidade do universo, ao contrário, ele aprende a conviver com o outro, a aceitar sua igualdade e sua diferença, a se harmonizar com o outro, a se balancear com o outro – sem perder sua própria auto-afirmação e individuação.

Bem, Caminhante, a verdade é que possivelmente nessa nossa conversa sobre seus ciclos quironianos, estaremos repetindo várias questões já conversadas anteriormente, entre mim e você, okey?  Me perdoe sobre isso, mas a verdade é que sempre venho comentando com você sobre a imensa importância que vejo em seu Risco do Bordado, delineado por sua Alma, Caminhante, acerca do posicionamento do Quíron em si - a 00 Áries 38 Retrógrado e em sua Casa Dez, que começa já no finalzinho do signo finalizante de ciclo, Peixes.  E também não podemos deixar de mencionar o fato de que esse seu Quíron posicionado em lugar mais alto do seu altar de vida, de sua Mandala astrológica, estar exatamente em Oposição ao seu Urano natal - a 00 Libra 20 e em movimento direto e em sua Casa Quatro, que começa já no finalzinho do signo que nos traz a metade do ciclo do Zodíaco, Virgem.

Também é importante que vejamos alguns outros Aspectos e seguimentos que vão ocorrendo a partir dessa Oposição entre Quíron e Urano, entre suas Casas Dez e Quatro, em seu Risco do Bordado:

Seu Meio do Céu vem a 27 Peixes, seguido de Quíron exatamente no começo do novo ciclo do Zodíaco, e depois, surge sua Locomotiva do seu Trem da Vida em Áries seguida de sua Terra, sua Mãe-Gaia, em Áries que é seguida por seu Saturno, também em Áries.  Esse mesmo signo de Áries acaba dando entrada à sua Casa Onze - que é a Casa Cinco do seu Outro, da mesma forma; enquanto sua Casa Dez é a Casa Quatro do seu Outro, da mesma forma.

Seu Fundo do Céu vem antecedido por Plutão virginiano em final de Casa Três que por sua vez é também antecedido por Júpiter e por Marte virginianos de Casa Três.  Seu Fundo do Céu vem em 27 Virgem, seguido de Urano exatamente no começo da segunda metade do ciclo do Zodíaco que teria sido iniciado por seu Quíron, lá no alto de seu altar, sua Casa Dez.  Seu Urano libriano é seguido de seus Vagões de seu Trem da Vida e de seu Sol, sua luz maior nessa vida, seu Sublime Yang.

Um outro Aspecto também bastante intenso em seu mapa, acionado por seu Quíron, Caminhante, é o Yod - um grande Quincúncio -, que você acaba exercendo entre seu Quíron e seu Mercúrio escorpiônico morador em sua Casa Cinco e regente do seu Ascendente (que é a quarta questão mais importante dentro de um Risco do Bordado, chamado de regente do mapa); e entre seu Quíron e seu Marte virginiano morador em sua Casa Três e regente desse mesmo Quíron e de seu seguimento de luzes arquetípicas dentro do signo de Áries e em Casa Dez e abrindo para a Casa Onze.  Ao mesmo tempo, Urano que faz a exata Oposição ao seu Quíron natal, acaba exercendo um Semi-Sextil tanto com esse Marte virginiano de Casa Três quanto com esse Mercúrio escorpiônico de Casa Cinco.   E não podemos nos esquecer que junto ao seu Mercúrio escorpiônico de Casa Cinco vamos encontrar sua Pallas Athenas seguida de sua Vênus e de sua Juno e depois, já com o Escorpião abrindo-se para dar entrada à sua Casa Seis, encontraremos sua Ceres e seu Netuno ainda em Escorpião, sendo que seu Netuno acaba regendo sua Lua pisciana e seu Meio do Céu pisciano.

Também vemos que sua Vesta em começo do signo de Touro acaba fazendo um Semi-Sextil com seu Quíron e um Quincúncio com seu Urano, um Trígono com seu Marte virginiano e uma Oposição com seu Mercúrio e com sua  Pallas - e o resto em Escorpião - em sua Casa Cinco, seguida do Escorpião em sua Casa Seis, apenas Oposição por signo, nesses casos seguintes ao Mercúrio e a Pallas.

Gostaria também de fazer você se relembrar de nossas últimas aulas acerca dos ciclos de Urano, de Saturno e de Quíron - com Quíron fazendo a Ponte entre os mundo visível até Saturno e invisível a partir de Urano.

Saturno – limites, reserva, deveres, responsabilidade, construção, segurança, raciocínio, administração, governo – o pai encarnado e provedor; Karmas e Samskaras, suas vivências, seus resgates, a responsabilidade com a encarnação e seus cumprimentos de missões
Quíron – o Mestre dos mestres, o curador ferido. Planetóide que passeia entre Saturno e Urano, entre o mundo da concretização plena e o mundo da expansão da consciência iluminada. Cura, dor, mestria, a sabedoria da maturidade, o estranho no ninho, o conhecimento holístico
Urano – liberdade e liberação, o despertar da consciência mais ampla, a mente em seu desenvolvimento mais amplo, a ação repentina e abrupta, o corte guilhotinal, abrir e fechar de cortina dos ciclos da vida, o imponderável, a esperança, o progresso, a renovação, modernidade, futurismo, originalidade, invenção, evolução, cientificismo e holismo

Voltando então ao seu Risco do Bordado, Caminhante, ao seu mapa natal astral, novamente temos que enfatizar o fato de que seu Quíron em começo de Áries, começo de um novo ciclo de vida em termos de Casa Dez, lugar de concretização das metas da vida - metas eleitas por sua Alma no fazimento de seu Risco do Bordado - faz exata Oposição ao seu Urano em comecinho de Libra que é a metade exata do ciclo, em Casa Quatro, lugar de raízes fundamentais pessoais e sociais e universais e terrenas,  e ao mesmo tempo, a continuidade de suas luzes librianas acabam fazendo a Oposição com suas luzes em continuidade, em Áries.  Tudo isso acontece entre suas Casas Dez e Quatro, para você, e para seu Outro, entre as Casas Quatro e Dez.  E vemos também que o signo de Áries dá entrada à sua Casa Onze e o signo de Libra dá entrada à sua Casa Cinco.  E não podemos deixar você se esquecer que sua Casa Onze é a Casa Cinco do seu Outro e sua Casa Cinco é a Casa Onze do seu Outro.

Todo o tempo temos que nos lembrar, Caminhante, que você tem seu Sol dentro do signo de Libra, exatamente conjunto com seus Vagões dentro do signo de Libra.  E que o signo de Libra é o começo exato do nosso Encontro com nosso Outro - depois que tivermos terminado com todos os processos de Individuação que ocorrem entre Áries e Virgem, signos Pessoais e de Identidade Pessoal.  E não podemos nos esquecer que o signo de Libra é tanto desejoso de sua harmonização com seu Outro - em Balança de pratos eqüanimamente posicionados e o fiel da Balança bem aferido... - que volta e meia o signo de Libra faz com que a pessoa seja por demais da conta seu Outro e perca um tanto do conceito pessoal de si mesmo e de sua própria identidade.

Sendo assim, Balança ou Libra, é um signo de Encontro com o Outro, um signo plural, um signo de Nós Somos; enquanto Áries ou Carneiro, é um signo extremamente pessoal, um signo singular, um signo de Eu Sou.

Seu Sol estando em Libra, Caminhante, tem que aprender sobre vivenciar seu outro lado, da mesma forma, pois que nesse seu outro lado vamos encontrar sua Terra, sua Mãe-Gaia, dentro do signo de Áries.  Então, o grande aprendizado de Libra é aprender a se harmonizar tanto com seu Outro quanto consigo mesmo e fazer com que seu Outro também aprenda a se harmonizar com a pessoa de Libra.  Libra tem que aprender a dizer Eu Sou, dentro da Terra, da Mãe-Gaia, do signo de Áries. E ao mesmo tempo, o signo de Áries tem que aprender a dizer Nós Somos, o conceito-chave do signo de Libra, seu oposto e complementar.

E tudo isso em seu mapa natal, Caminhante, fica ainda muitíssimo mais ratificado pelo fato de que seu Trem da Vida vem de Libra em seus Vagões - e ali se encontra seu Sol !!!!!! - e corre em direção ao signo de Áries em sua Locomotiva - e ali se encontra sua Terra, sua Mãe-Gaia!  E não podemos nos esquecer que todo o conjunto Áries-Libra que você tem em seu Risco do Bordado em suas Casas Dez e Quatro vão também acontecer dentro desses conceitos de estarem situados em seus Vagões e em sua Locomotiva de seu Trem da Vida.

Então, eu diria que nossa conversa já acontecida anteriormente sobre seu Trem da Vida, em aula prática, continua sendo merecedora de sua atenção e de sua olhada, volta e meia, Caminhante, okey?

Novamente, lhe digo: pelo fato de seu Sol estar dentro do signo de Libra, tudo isso que vim relatando mais acima em seu Risco do Bordado pode pertencer a você mesma como também pode correr o risco de você emprestar tudo isso, virado ao contrário, em avesso, para seu Outro, entende?  Então, tudo aquilo que viemos comentando e relatando e descrevendo acerca de sua Casa Dez, Caminhante, para seu Outro acaba sendo a Casa Quatro do seu Outro; tudo aquilo que viemos descrevendo com sua Casa Quatro, Caminhante, acaba sendo a Casa Dez do seu Outro; da mesma forma, sua Casa Três fica sendo a Casa Nove do seu Outro; sua Casa Cinco acaba sendo a Casa Onze do seu Outro; sua Casa Onze acaba sendo a Casa Cinco do seu Outro; sua Casa Seis acaba sendo a Casa Doze do seu Outro.

Nossa Casa Quatro vem falar de nossas raízes pessoais, dentro do Planeta Terra, em todos os sentidos que essas raízes podem vir a se apresentar; nossa Casa Dez vem nos falar de nossas metas públicas a serem alcançadas ao longo de nossa vida, nosso trabalho, nossa vocação, tudo aquilo que temos que concretizar nessa vida.  Nossa Casa Cinco vem nos falar de nossos filhos, de nossas criações, de nossos amores e namoros, de nossos empreendimentos, de tudo aquilo que passa a levar nosso nome e nossa assinatura, nossa identidade pessoal.  Nossa Casa Onze é o lugar dos filhos do nosso Outro, é o lugar da grande sociedade e nosso lugar de atuação dentro dessa grande sociedade, nossa parcela do grande bolo, nossa fatia social.  Nossa Casa Seis é nosso lugar de ação dentro do nosso cotidiano de vida, como um todo, em termos de bem realizarmos nossa encarnação, nosso corpo físico e nosso trabalho.  Nossa Casa Doze é nosso lugar de dedicação às conclusões dos ciclos de vida e nosso desejo a ser atuado em busca de nossa realização espiritual maior, já olhando para a vida em termos de maior infinitude...

Então, em seu mapa, Caminhante, acaba você podendo vivenciar tudo isso mas acaba você também podendo deixar seu Outro vivenciar tudo isso, em movimento inverso, ao avesso de seu próprio movimento, Caminhante.  A questão é:  quem é esse seu Outro que vai realizar essa movimentação ao inverso de sua própria movimentação, Caminhante, e até onde você poderá deixar que isso aconteça - ou não.  Até onde vai sua consciência sobre esse fato - ou não.  Enfim, tudo isso pode ser atuado a seu favor - ou não; cabe a você ter a consciência sobre quem é você mesma e quem é o seu Outro; o que você quer fazer por você mesma e o que você vai querer deixar que seu Outro faça por você mesma, entende?

Já viemos conversando, então, de forma bem intensa e aprofundada - e por muitas vezes, até bem dolorosa, reconheço... - sobre o fato de você ter escolhido, seu coração ter escolhido, um homem em sua vida (tão libriana que você é em seu Sol que é extremamente casadoiro e associativo, por signo), que seja uma pessoa com Sol em signo de Áries - ou seja, o signo que ocupa seu lugar de Terra, de Mãe-Gaia, o signo que ocupa seu lugar de alto do altar de sua mandala astrológica, o signo que ocupa o lugar de seu Quíron começador de um novo ciclo do Zodíaco, o signo que ocupa sua Locomotiva de seu Trem da Vida, o signo que ocupa o lugar do seu Saturno, de Casa Dez já olhando para ocupar sua Casa Onze.

É bem provável que esse ariano não seja a única pessoa com intensidade dentro do signo de Áries que irá ocupar grande parte de sua vida, Caminhante, pois você tem esse chamamento intenso, essa alquimização que acontece em seu mapa.  Porém, a questão não é essa.  A questão é: como você se conscientiza ou não a respeito de você mesma, até onde você pode deixar, conscientemente, que seu Outro de intensidade ariana acabe vivendo a vida por você e não você por você mesma.

A verdade é que nosso Risco do Bordado não muda em seus posicionamentos do Baile dos Arquétipos, dentro de nossa encarnação, não tem jeito, não muda.  O que tem que mudar - e pode realmente mudar - é o patamar onde nossa consciência se coloca, entende?  Ao fazer a ampliação verdadeira de nossa consciência, podemos então mudar a qualidade de nossos arquétipos em seu Baile dentro do nosso Risco do Bordado.

Então, em seu caso, Caminhante, eu vejo que você tem tudo em suas mãos, minha querida amiga das estrelas, para se tornar verdadeiramente ímpar em seu trabalho e na apresentação ao mundo sobre seus trabalhos como uma psicóloga e terapeuta verdadeiramente quironiana de boa cepa: e para fazer isso, você precisa se conscientizar sobre quem é você mesma e quem é seu Outro e ter a boa consciência de saber até onde você pode emprestar seu mapa para seu Outro e até onde não pode, entende?

Além de tudo isso, não podemos nos esquecer que sua Lua pisciana, seu Sublime Yin, se encontra em signo intensamente espelhar, o signo dos Peixes, e se encontra em Casa Nove, lugar de ampliação de nossos conhecimentos e rege grande parte ainda de sua Casa Um, de seu Eu Sou, e rege a entrada canceriana de sua Casa Dois, seu lugar de ganho pessoal do seu dinheiro através de seus talentos naturais para exercer sua sobrevivência pessoal.  Sabemos que você é uma pessoa que adora estudar e se aprofundar em estudos, de forma pessoal e de forma social e de forma universal, estudos mais superiores, diplomas, etc.  E podemos compreender que a atuação como professora, como mestra, seria algo realmente bem cabível em sua vida; da mesma forma, você também tem tudo para se sentar e bem escrever e bem relatar sobre suas experiências de vida e de apreensões dos conhecimentos - aliás seu Marte e seu Júpiter e seu Plutão virginianos e de Casa Três super lhe ajudam nessa instrumentação!  E não podemos nos esquecer que sua Casa Três, lugar de sua expressão pessoal de comunicação ao mundo e de uso de sua mente, começa dentro do signo de Leão - signo esse regido por seu Sol libriano de Casa Quatro, Caminhante: você nem precisa sair de casa para trabalhar e dizer ao mundo o que sabe e o que tem que dizer.  E se quiser sair de casa, é certo que sempre existirá um lugar quironiano - o Quironian - onde você poderá vir a exercer seus trabalhos tanto de forma singular e pessoal - em Áries - quanto de forma plural e social e universalizada - em Libra.

Voltando à sua Lua pisciana tão espelhar e unindo esse conceito ao conceito já anteriormente explanado do seu Sol libriano, Caminhante, podemos ver que você tem em você esses arquétipos de tanto emprestar ao seu Outro seu mapa pessoal de forma inversa quanto a de emprestar ao seu Outro seu mapa como um todo!  Então, sua Alma lhe trouxe essa intensa realidade, não muito fácil de ser vivenciada, é verdade, esse Quincúncio intenso entre seu Sublime Yang e seu Sublime Yin - entre seu Sol libriano e sua Lua pisciana - que lhe fazem uma pessoa ao mesmo tempo com toda a possibilidade de consciência plena acerca de você mesma e seu bom uso em relação a isso como fazem de você uma pessoa que pode tender a ser escapista e a doar sua vida ao seu Outro de forma que seu Outro viva a vida por você, entende?  Novamente lhe digo: tudo o que é preciso nesses casos é a ampliação de nossa consciência pessoal acerca de nós mesmos - quem somos nós e quem é nosso Outro.  Aliás, se você novamente ler seus símbolos para seu Quíron e para seu Urano, Caminhante, você verá que esses símbolos tratam desses assuntos, sem dúvida alguma.

Sabemos que sempre onde temos nosso Quíron em nosso mapa astral natal, é nosso lugar de maior dor.  Sabemos que sempre onde temos nosso Urano em nosso mapa astral natal, é nosso lugar onde os maiores cortes acontecem.  E sabemos onde temos nosso Saturno em nosso mapa astral, é nosso lugar onde temos que perseverar e nos tornamos vinhos de boa cepa, perseverando e perseverando e perseverando e resgatando Karmas e Samskaras a nós doados e trazidos para serem cumpridos, através nosso Risco do Bordado tecido por nossa Alma!

E não se esqueça: Deus sempre dá o frio conforme o cobertor.  Eu vejo, ao longo dos meus anos de experiência em meu trabalho dentro da astrologia, mapas mais simples e menos cabeludos e mapas mais complicadinhos e mais cabeludos.  A questão é: quem é a pessoa que está por trás desse mapa?  Esse mapa apresenta tudo aquilo que a Alma dessa pessoa veio planejar para ser vivenciada nessa vida de aqui e agora e certamente apresenta um conjunto de situações sintetizadas de vidas acumuladas anteriores a serem resgatadas em seus Karmas e seus Samskaras.... mas a Alma da pessoa vai muito além de tudo isso, entende, muito mais além, muito mais além.  E eu confio é na Alma da pessoa, entende, e por isso mesmo tenho que ir direcionando a pessoa a  fusionar seu Ego, que pertence a essa encarnação de aqui e agora, à sua Alma, que é infinita ao longo de todas suas encarnações, sempre ligada ao Espírito unido ao Tao da Criação.

É por isso mesmo que eu digo quando eu encontro diante de mim um mapa menos simples e um tanto mais cabeludo, que é o seu caso, Caminhante: Deus dá o frio conforme o cobertor.  Ou seja, sua Alma, cara amiga das estrelas, sabia que nessa encarnação poderia lhe trazer todo esse seu Jogo de Vida, digamos assim, a Liila, em Sânscrito, para que você tivesse uma excelente e maravilhosa oportunidade de sacar o que seja realmente obter a consciência de quem é você mesma, Caminhante, e de quem é seu Outro.  Assim fazendo, seu Quíron do alto do altar de sua Casa Dez, lhe trará a oportunidade real e bem concretizada, de você ser uma verdadeira terapeuta quironiana sempre pronta a conduzir seu Outro para que também venha a se conscientizar sobre si mesmo e quem é seu Outro, sobre si mesmo e sobre seu Outro.

Você veja, a gente alquimiza para gente, tanto em nossa vida pessoal quanto em nossa vida social e profissional, Caminhante, tudo aquilo que faz parte de nosso Risco do Bordado, de nosso Baile dos Arquétipos, entende?  Em seu caso, primeiramente você tem que ser a grande terapeuta de você mesma, não temos dúvidas em relação a isso, não é verdade?  e, depois, você será a grande terapeuta condutora dos Caminhos do seu Outro!  Dentro das várias superações que seu mapa lhe apresenta, Caminhante, é certo que seu Outro - sua vida pessoal, social e profissional e universal - também possui essas questões a serem dirimidas, entende?  Lacan sempre diz que ele não mais precisava fazer sua análise  - que tinha feito com seu Mestre Freud - porque seus tantos e tantos analisandos acabavam ajudando a ele continuar a fazer sua própria análise.  É claro que sim!  a gente alquimiza como nosso freguês na vida, tudo aquilo que é contido dentro do nosso próprio Baile de Arquétipos, entende, e ao mesmo tempo, tudo isso vai ter que se harmonizar - ou não - com o Baile dos Arquétipos do nosso freguês na vida, percebe?  Porém, para que tudo isso possa vir a acontecer e você não se perder, Caminhante, tudo o que você tem que fazer.... céus, não é tarefa fácil...., é buscar sua conscientização plena de quem é você e de quem é seu Outro e ter sempre a boa consciência de quando você quer emprestar seu mapa para seu Outro e quando você não quer e não vai e ponto final fazer esse empréstimo.

Eu não tenho dúvidas que você poderá chegar a tudo isso, à sua conscientização plena.  Agora que o trânsito de Urano encontrou-se com sua Lua pisciana, acho que você tem tido a oportunidade de acordar melhor sobre essa sua Lua pisciana tão espelhar e maravilhosa, porém também tão escapista em relação à sua própria realidade de buscar a realização plena de você mesma e de deixar seu mapa como um todo para seu Outro, entende?  Sempre Urano é o Planeta Despertador.  Aproveite esses tempos de trânsitos uranianos ainda tão prementes em sua vida, Caminhante - pois que ele ainda fará Oposição com seu Júpiter e com seu Plutão - mexendo com seu casamento e com suas associações e com seus filhos e com seus amores e com suas criações e educatividades e com seus empreendimentos e com seu trabalho e com seu cotidiano de vida..... aproveite tudo isso e veja que também Urano fará Conjunção com seu Meio do Céu em breve, mais dois ou três anos à frente.... e estará realmente lhe trazendo a oportunidade de um imenso Revirão em sua Vida, a ser tecido por você desde agora, ao realizar sua Oposição consigo mesmo e seu encontro com seu Quíron: tudo isso acontecendo já no começo da próxima década.  Você tem tudo, Caminhante, para realmente encontrar-se plenamente em sua consciência pessoal e social, sabedora de como e com quem você haverá de querer compartilhar sua casa pessoal e seu lugar de trabalho e de realização social; você tem tudo para saber como deverá dar seus primeiros passos dentro da verdadeira realização de suas metas de vida, tornando-se a terapeuta quironiana mais diferenciada e capitaneadora e inovadora que esse Brasil já viu, que esse Planeta Terra já viu.  Seu Quíron quer que você se torne uma mestra de si mesma, Caminhante, para que você possa se tornar Mestra de seu Outro, Mestra de mestres.  Pense nisso.

Seus Ciclos de Quíron, Caminhante:

Sempre seu Quíron apresenta reais novos e novíssimos começos e seu Urano apresenta harmonização com esses reais e novíssimos começos.  Sempre seu Urano apresenta a necessidade de que existam cortes disruptivos para que a boa harmonização e a boa liberdade possam acontecer dentro dos novos e novíssimos começos.  Sendo assim, sempre que vem acontecendo o que acontece o que virá a acontecer questões relacionadas ao seu Quíron, certamente seu Urano também estará se mexendo intensamente e também as questões comentadas sobre seu mapa astral mais acima.  Novamente, lhe digo: o que importa é sua conscientização de que o mapa é seu, Caminhante, antes de mais nada.  É certo que para seu Outro também tudo pode vir a acontecer mexendo com essa Oposição direta e intensa entre seu Quíron e seu Urano, em função do fato de seu Sol estar em Libra e sua Lua estar em Peixes.  Mas tenha sempre isso em sua consciência: quem é você e quem é seu Outro.  Uma coisa é sua alquimização entre você e seu Outro e entre seu Outro e você.  Outra coisa é quem é você e quem é seu Outro.

Bem, em sendo seu Quíron natal retrógrado, ele teria acontecido uma vez antes do seu nascimento e uma vez depois do seu nascimento, Caminhante.  Talvez tivessem sido fatos acontecidos dentro de sua história familiar natal, de redesenhamentos de questões familiares e de raízes e de moradia e de cumprimento e realizações de metas de vida. 

Em abril de 1968 e em fevereiro de 1969, você teve dois Retornos de seu Quíron natal.  Quíron em Áries anda bem vagarosamente, mas foi realizando suas conjunções com suas luzes arquetípicas arianas e fazendo suas oposições com suas luzes arquetípicas librianas.  Certamente, dentro de sua história familiar, Caminhante, tudo isso deve ter acontecido com várias situações envolvendo metas de vida e raízes familiares sendo redesenhadas através Quíron e Urano, em Oposição em seu mapa natal.

Em 1976, seu Quíron fez um Semi-Sextil consigo mesmo ao mesmo tempo em que fazia sua Conjunção com sua Vesta taurina de Casa Onze.  Aqui também veremos o Quíron fazendo Quincúncio com seu Urano e com suas luzes librianas de Casa Quatro e também Oposição com suas luzes escorpiônicas de Casa Cinco e de Casa Seis.  Enfim, novamente acontecimentos familiares e de filhos e de cotidiano de vida devem ter redesenhado sua vida, Caminhante.

Em 1980, existe o momento de sesquiquadratura taurina do posicionamento de seu Quíron natal.

Em 1983/4, Quíron realizou seu Sextil consigo mesmo, já começando o signo de Gêmeos, em sua Casa Doze e já apontando para adentrar seu Ascendente e lhe trazer um Renascimento Quironiano, mais adiante.

Em 1988, vemos que seu Quíron fez um Quadrado consigo mesmo, adentrando o signo de Câncer e já em Casa Um.  Ao mesmo tempo, esse Quíron também fazia um Quadrado com seu Urano natal, agitando imensamente essa sua Oposição original de seu mapa astral.

Em 1991, vemos que seu Quíron, já em Casa Dois, fez seu Trígono consigo mesmo e fez seu Sextil com seu Urano natal.

O ano de 1982, trazia mais uma sesquiquadratura, agora dentro do signo de Leão, e fazendo conjunção com sua Ísis, a guardiã dos segredos do conhecimento, que você tem em Casa Dois mas já apontando para sua Casa Três.

Em 1993, Quíron já estava em sua Casa Três e fazia seu Quincúncio consigo mesmo e já prometendo também se encontrar com seu Marte, com seu Júpiter e com seu Plutão e fazer sua Oposição à sua Lua natal.

Em 13 de setembro de 1995, seu Quíron, Caminhante, já havia adentrando sua Casa Quatro e fazia uma Oposição consigo mesmo e ao mesmo tempo, uma Conjunção com seu Urano natal!  Então, eu penso que por volta desse tempo, certamente sua vida deve ter tido uma bela transformação, um redesenhamento intenso, mexendo com as questões voltadas para sua Casa Quatro e para sua Casa Dez, e também tudo isso para seu Outro, enfim, fazendo um redesenhamento ímpar em sua vida, sem dúvida alguma.
O mapa mostra você com Ascendente em Áries, signo do Eu Sou de forma singular mas ao mesmo tempo, Marte, regente do Ascendente, estava em Escorpião e em Casa Sete, ou seja, o Eu Sou singular buscando o compartihamento e a fusão com o Nós Somos, com o Outro, de forma pluralizada.  Tudo isso ficava bem intensificado com o fato de que os Vagões estavam em Áries e em Casa Um do Eu Sou singular e se dirigiam para a Locomotiva em Libra e em Casa Sete, em Nós Somos plural. Tudo isso em termos do seu mapa astral natal, Caminhante, fazia as vezes de sua Casa Quatro libriana e de sua casa Cinco escorpiônica.

 Plutão, em finalzinho do Escorpião, estava em Casa Oito, fazendo com que o cotidiano de vida apresentado pelo Escorpião do mapa astral natal, ficasse sendo compartilhado com o Outro e com a riqueza do Outro, tudo bem ampliado pela presença intensa e retumbante de Júpiter em Sagitário, seu signo próprio, também em casa Oito mas já orientado para atuar através a Casa Nove, através a expansão da ação e do pensamento e das alianças de cotidiano de vida e de associações.

A Lua taurina estava na entrada da Casa Dois e regendo a Casa Quatro, o lugar de raízes e de moradia, e trazendo sua boa fundamentação para ambas as situações, do ganho pessoal para estruturar a vida pessoal. 

O Sol virginiano estava em começo de Casa Seis, e sobre o Júpiter virginiano do mapa natal, e portanto agindo o trabalho de forma muito dinâmica, realmente, e ao mesmo tempo fazendo o cotidiano de vida bem trabalhoso porém iluminado por criações ou amores ou filhos, porque o signo do Leão dava entrada à Casa Cinco.

O Meio do Céu vinha em Capricórnio, trazendo consigo Netuno e Urano que regiam suas Casas Onze e Doze e na Doze, morava Saturno em Peixes.  Havia então um desejo intenso de alcançar e bem concretizar metas idealizadas da vida, possivelmente também em termos profissionais da psicologia ou do trabalho no banco.

Em 1997, Quíron voltou a fazer Quincúncio consigo mesmo, ao mesmo tempo em que fazia sua Conjunção com seu Mercúrio e com sua Pallas de Casa Cinco e se aprontava para ir conhecendo e fazendo conjunção com suas demais luzes escorpiônicas de Casa Cinco e depois, já em Casa Seis.

Em 1998, nova sesquiquadratura, já com Quíron escorpiônica querendo realmente adentrar sua Casa Seis e se encontrar com sua Ceres e com seu Netuno.

Em 1999, Quíron fez Trígono consigo mesmo, Sextil com seu Urano, já adentrando o signo de Sagitário e já mexendo com seu cotidiano de vida junto ao seu Outro, já querendo saber de sua entrada em sua Casa Sete sagitariana.

Em 2001, Quíron fez Quadrado consigo mesmo e Quadrado com seu Urano natal - mexendo com as questões arianas de sua vida e as questões librianas de sua vida de Casas Dez e Quatro para você e para seu Outro, Caminhante, e ao mesmo tempo fazendo também questões concretizadoras porém nem sempre harmoniosas em suas Casas Sete e Oito, em Capricórnio.

Em 2005, Quíron fez Sextil consigo mesmo, já em Aquário, em Casa Oito, fazendo Trígono com seu Urano natal.

Em 2007/8, Quíron vem fazendo sua sesquiquadratura consigo mesmo, em Aquário, e querendo adentrar sua Casa Nove, Caminhante, abrindo-se para sua expansão de maior liberdade no mundo, em termos de você abraçar de forma mais intensa seus conhecimentos mais avançados, sem dúvida alguma.

Em 2010/11, veremos seu Quíron fazendo Semi-sextil consigo mesmo e querendo se encontrar com sua Lua e querendo fazer suas Oposições com seu Marte e com seu Júpiter e com seu  Plutão, Quíron em Peixes e em Casa Nove e já querendo também adentrar seu Meio do Céu!

Em 2018/19, Caminhante, finalmente você adentra seu Retorno de Quíron!

Nesse mapa, Caminhante, veremos os seguintes posicionamentos:

Penso que o trabalho de ação social e de abertura capitaneadora para seu Outro em seu Eu Sou, Caminhante, estará funcionando de forma bem pessoal para você e ao mesmo tempo abrindo tudo isso para seu Outro. Netuno na metade do signo de Peixes e dando introdução à sua Casa Onze pisciana, mostrando sua atuação ideal dentro de sua ação ideal em sua função planetária.  Plutão em Capricórnio, juntamente com Marte, com grande ação concretizadora de sua parte, Caminhante.  Saturno também em Capricórnio, ainda antes de Plutão e de Marte, fazendo força e trazendo muita perseverança à ação concretizadora de Marte e de Plutão.  Saturno ainda está em Casa Oito mas Plutão e Marte já estão em Casa Nove e me parece que estamos falando de um local super bem estruturado, Caminhante, para você poder realizar seus estudos e seus ensinamentos e sendo estruturada financeiramente para tanto, que bom.   Você não estará sozinha pois que Júpiter estará em Escorpião na Casa Seis, do Trabalho, porém já apontando para a  Casa Sete e regendo a casa Oito, o que lhe trará associações de trabalho - pois que esse Escorpião faz parte entre suas Casas Cinco e Seis do seu mapa astral natal - e de bens compartilhados.

A Lua estará em Escorpião e em Casa Seis, do trabalho junto ao seu Outro e com muita criatividade, educatividade, empreendimento e possivelmente, você aliada aos seus filhos, por alguma razão mais forte, realmente.  O Sol se encontra em Touro - em grau ainda instalado em sua Casa Onze do seu mapa astral natal - e em Casa Doze e portanto podendo estar atuando intensamente sua Psicologia, Caminhante, de forma socializada e bem estruturada e também podendo tudo isso acontecer dentro de um local extremamente iluminado e comercial, ao mesmo tempo.  Seria seu templo quironiano, seu lugar de trabalho quironiano?  Penso que sim.   Eu diria que seu Retorno de Quíron lhe traz muita sabedoria e uma forma bem adequada de você sintetizar seus vários conhecimentos e revelar ao mundo e trabalhar para o mundo através esses vários conhecimentos, de forma bem diferenciada, realmente, bem moderna e avançada em seus conceitos que serão passados adiante, para seus discípulos e para seus pacientes.  Você saberá muito bem concretizar sua atuação cotidiana de vida, Caminhante, e seu trabalho. Confie.

Em 2026/27/28, a partir do novo começo de um novo ciclo quironiano, vemos sua Conjunção com sua Vesta taurina de Casa  Onze, com Quíron fazendo seu Semi-sextil.  Veremos que tudo isso deverá ser bem vagaroso, Caminhante, lhe trazendo a oportunidade de bem se enraizar em suas ações sociais e universalizadas.

Em 2030, Quíron faz sua sesquiquadratura, ainda em Casa Onze mas já querendo adentrar sua Casa Doze.  Eu penso que, a essa altura de sua vida quironiana, Caminhante, seu amadurecimento deverá estar realmente bem aprofundado.

Em 2033/34, Quíron fará Sextil consigo mesmo, já em Casa Doze e também fará bom Trígono com seu Urano natal.  Estando já em começo de Gêmeos, Quíron estará também apontando para seu novo Renascimento Quironiano, mais à frente.

Em 2038/9, Quíron já estará em sua Casa Um e estará fazendo Quadrado consigo mesmo, em começo de Câncer e também fazendo Quadrado com seu Urano natal.

Em 2041/2, Quíron estará fazendo Trígono consigo mesmo, em comecinho do signo de Leão, e em Casa Dois.

Em 2042/43, Quíron estará envolvido em outra sesquiquadratura, em Leão, e em conjunção com sua Ísis.  Penso que será um momento muito interessante para você, Caminhante, no sentido de você estar podendo usufruir intensamente de seus bens pessoais adquiridos a partir de sua iluminada comunicação e expressão de sua mente, para o mundo.

Em 2004, Quíron estará fazendo seu Quincúncio consigo mesmo, em comecinho do signo de Virgem e já em Casa Três.

Em 2045/46, Quíron estará fazendo nova Oposição consigo mesmo, no comecinho do signo de Libra, ao mesmo tempo em que estará fazendo sua Conjunção com seu Urano e mexendo tudo de novo novamente com seus arquétipos todos arianos e librianos de Casas Dez e Quatro!  Veja você, Caminhante, sua Alma vai estar sempre, sempre, dotando você de forças para ir sempre ampliando sua consciência acerca de você mesma e de seu Outro.

Nesse mapa, veremos seu Sol em Escorpião e fazendo Oposição ao Netuno em Touro.  Sol adentrando a Casa Nove e Netuno em Casa Três.  Com isso, eu vejo que você estará lançando ao mundo, Caminhante, suas criações e seus empreendimentos e suas educatividades, ensinando, passando conhecimentos adiante e fazendo isso de forma bem estruturada, sim, mas ao mesmo tempo, de forma bem espiritualizada, com um pé na Terra e outro no Céu, quebrando conceitos arraigados e ultrapassados e buscando novas verdades e você estará ao mesmo tempo muitíssimo inspiracional em seus conhecimentos e em seus ensinamentos mas ao mesmo tempo com imensa iluminação em trabalhar tudo isso de forma bem pragmática e bem realizada, detalhada - mesmo que sejam novos conceitos... mas você deverá bem saber o que estará fazendo e não estará sozinha, terá seus seguidores, estará realizando-se socialmente e universalmente e grupalmente, sem dúvida alguma.

Os anos de 2047/8 trarão Quíron para Quincúncio e nova sesquiquadratura, em Escorpião e em Casa Cinco.

Em 2049, Caminhante, seu Quíron estará já em Casa Seis e fazendo Trígono consigo mesmo, em comecinho do Sagitário.
....................................

Infelizmente, Caminhante, meu programa de Astrologia não me traz informações para além de 2050, sem que eu possa saber sobre seu Segundo Retorno de Quíron, já com você próxima aos seus cento e tantos anos.....  é bom a gente saber não exatamente para estar apagando essas velinhas ou velhinhas.... mas para saber como a vida vai se encaminhando em relação a esse Segundo Retorno, entende? 

Um abraço estrelado,
Janine



Em seguimento, encontre os Títulos/Temas constantes em seus 22 Capítulos/Volumes
de Seu Livro de Vida :


SEU LIVRO DE VIDA
Astrologia da Alma e do Auto-Conhecimento
Obra em 22 Capítulos apresentados em 22 Volumes


Primeiro Tomo
Fundamentando Seu Livro de Vida
Capítulos de 1 a 6

Capítulo 1
O RISCO DO BORDADO
Apresentação da Obra Seu Livro de Vida, em 22 Capítulos
Alguns Conceitos Fundamentais acerca a Astrologia da Alma e do Auto-Conhecimento
Sobre o Trabalho dentro da Consultoria Astrológica e sobre as Ferramentas de Trabalho
Exemplo Prático de Escrita de SEU LIVRO DE VIDA, em sua íntegra


Capítulo 2
O CÉU ESTRELADO
Astronomia e Astrologia
suas Semelhanças e suas Diferenças
SIMULTANEIDADE E SINCRONICIDADE
Arquétipo, Linguagem, Inconscientes Pessoal e Coletivo,
Conscientes Pessoal e Coletivo, Imagens, Mitos e Símbolos
ESCLARECENDO ALGUMAS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS:
Uma conversa entre Caminhantes Estudiosos de Astronomia e de Astrologia e Janine,
em Zigurate moderno, o Sítio das Estrelas
Textos  vários sobre Cosmologia, Astronomia e Mecânica Celeste

Capítulo 3
A MANDALA ASTROLÓGICA
A representação da Terra - através o momento do evento em suas Latitude e Longitude - acolhendo todo o Risco do Bordado: Casas Astrológicas, Signos, Luminares, Planetas, Planetóides e Pontos
SIMULTANEIDADE E SINCRONICIDADE
Inconscientes Coletivo e Pessoal e Consciente: Arquétipo, Linguagem, Mitos e Símbolos
Os Primórdios da Compreensão sobre o Risco do Bordado acolhendo seu Baile dos Arquétipos

Capítulo 4
CASAS ASTROLÓGICAS, SIGNOS, LUMINARES, PLANETAS, PLANETÓIDES
No Grande Teatro da Vida, Cenários, Textos, Atores e Atrizes

Capítulo 5
ELEMENTOS, QUALIDADES E GÊNEROS
Fogo, Terra, Ar e Água - Começo, Meio e Fim - Yang e Yin

Capítulo 6
OS ASPECTOS
O Grande Baile dos Arquétipos em suas interações mais harmoniosas ou menos harmoniosas


Segundo Tomo
Desenvolvendo Seu Livro de Vida
Capítulos de 7 a 17

Capítulo 7
OS TRÂNSITOS
Redesenhamentos sendo acrescentados ao desenho primordial
de nosso Risco do Bordado e seu Baile de Arquétipos, em nossa vida

Capítulo 8
REVOLUÇÕES SOLARES E LUNARES
Redesenhamentos sendo acrescentados à nossa Vida
Em Ciclos Anuais e Mensais

Capítulo 9
As Interações entre Terra/Homem e Lua e Sol - Parte I
 As Fases da Lua e as Meditações de Lua Nova e de Lua Cheia
OS OITO TIPOS DE PERSONALIDADE
Luas da Alma, Ninhadas da Alma, Intenções da Alma
A PARTE DA FORTUNA, O PONTO DE ILUMINAÇÃO E A PARTE DO ESPÍRITO
 Os Eclipses Solares e Lunares

Capítulo 10
As Interações entre Terra/Homem e Lua e Sol - Parte II
O TREM DA VIDA
O DRAGÃO DOS CÉUS, CABEÇA E CAUDA - OS NÓDULOS LUNARES
Quem somos, de onde viemos e para onde vamos
Os Conceitos Fundamentais sobre a Astrologia da Alma

Capítulo 11
As Interações entre Terra/Homem e Lua e Sol - Parte III
O TREM DA VIDA
DRAGÃO DOS CÉUS -  NÓDULOS LUNARES
E SEUS CICLOS
Quem somos, de onde viemos e para onde vamos
Os Conceitos Fundamentais sobre a Astrologia da Alma

Capítulo 12
URANO E SEUS CICLOS
O Despertador da Consciência mais Ampliada que redesenha nossa vida a partir de cortes guilhotinais e inesperados.  A Revelação do Desejo de Encarnação, da Alma.

Capítulo 13
SATURNO E SEUS CICLOS
O Senhor do Tempo, do Umbral e do Karma

Capítulo 14
QUÍRON E SEUS CICLOS
O Curador Ferido e Mestre dos mestres

Capítulo 15
JÚPITER E SEUS CICLOS
O Dharma, o Deus dos Deuses e dos Homens, Benfeitor e Justiceiro

Capítulo 16
NETUNO E PLUTÃO E SEUS CICLOS
A Transcendência
 e a Metamorfose e Regeneração

Capítulo 17
A PROGRESSÃO
A eterna mutação acontecendo no Risco do Bordado,
trazendo os redesenhamentos em nosso Grande Teatro da Vida


Terceiro Tomo
Concluindo Seu Livro de Vida
Capítulos de 18 a 21

Capítulo 18
SINASTRIA E MAPA COMPOSTO
Compreensão mais Aprofundada acerca os Inter-Relacionamentos entre os Seres

Capítulo 19
ESTRELAS E CONSTELAÇÕES (FIXAS)  PROTETORAS
A Interação entre Astronomia e Astrologia
 através a Efetiva Vivência dos Mitos e Símbolos apreendidos através as luzes do céu noturno,
ao longo dos 360 graus da Mandala Astrológica

Capítulo 20
SÍMBOLOS SABIANOS
360 graus da Mandala Astrológica traduzidos em Verdades Universais

Capítulo 21
ARQUEOLOGIA DA ALMA
O Processo de Auto-Cura e de Aprofundamento do Auto-Conhecimento
 através a Expansão da Mente


Epílogo
Capítulo 22
A ESTRELA DE BELÉM
Minha contribuição pessoal para este Tema tão polêmico
Viajantes das Estrelas - fusão entre espiritualidade, astronomia e astrologia
Descrição Detalhada dos 22 Capítulos/Temas/Volumes constantes em Seu Livro de Vida



Quem Escreve SEU LIVRO DE VIDA:


Janine Milward nasceu em Nova Friburgo, RJ, num vale rodeado por belas e altas montanhas, no inverno do hemisfério sul, em 1950.

Já no Rio de Janeiro, enveredou através a Psicologia (infelizmente não concluída) e fundamentalmente, através a Psicanálise como trampolim para melhor entender a psiquê dos homens... quando conheceu mais de perto a Astrologia, estudando autodidatamente e tornando-se então, conselheira astrológica e professora dessa ciência.

Nesse meio tempo, também enveredou pela espiritualidade do Tao primordial, através a espiritualidade e os ensinamentos de Lao Tsé, o Mestre, transcrevendo as aulas gravadas por Wu Jyh Cherng.

Mais tarde, já em Petrópolis e depois, em Sapucaia, passou a intensificar seus estudos de astronomia, mecânica celeste e cosmologia bem como do Tao Primordial, escrevendo sobre o I Ching, o Livro das Mutações, e o Tao Te Ching, o Livro do Caminho e da Virtude.

Em 1998, Janine construiu suas raízes no Sitio das Estrelas. Nesse lugar, encontrou-se com o Tantra primordial através a espiritualidade e os ensinamentos de Srii Srii Anandamurti, O Mestre.

O Sítio das Estrelas é um Ashram, com Janine como Guardiã, e onde mora e trabalha e abre a porteira para receber os Caminhantes que desejam usufruir dos Retiros Espirituais e Encontros sobre os Temas acima mencionados e dos Trabalhos e Vivências em Espiritualidade e Prática na Meditação e em Imersão no Auto-Conhecimento.

Namaskar! Eu saúdo você com minha mente e com meu coração!

Saiba mais sobre os Trabalhos de Janine Milward 
acessando sua Página Principal:

http://paginadajanine.blogspot.com.br/






Com um abraço estrelado,
Janine Milward
Seu Livro de Vida
Compêndio sobre Astrologia da Alma e do Auto-Conhecimento,
Em 22 Capítulos/Volumes
© 2008 Janine Milward


Namaskar!
Eu saúdo você com minha mente e com meu coração!